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DENGUE: CHEFE DA VIGILÂNCIA FAZ ALERTA SOBRE CRIADOUROS

Postado à, 50 dias atrás | 5 minutos de leitura

DENGUE: CHEFE DA VIGILÂNCIA  FAZ ALERTA SOBRE CRIADOUROS

Eliminar o foco do mosquito Aedes Aegypti, transmissor do vírus da dengue, é o maior desafio que as autoridades em saúde e a população em geral enfrentam principalmente nesse momento em que vemos o número de casos crescer a cada dia. Houve um aumento considerável de casos. Na quarta-feira além dos 4 óbitos a cidade contabilizava mais de 225 casos ativos e onze pessoas de diversas idades estavam internadas. Os especialistas dizem que independente de idade sempre há risco especialmente se a pessoa tiver comorbidades anteriores.

Para Danusa Batalha Piacenço a chefe do setor da Vigilância “a população precisa fazer a sua parte, olhem seus quintais, vasos  quantas vezes for necessário”.

 

No momento não existe vacinação contra dengue em Piraju que por hora não está incluída no plano do governo, porque há municípios com problemas maiores. “E os testes acabaram e não existe nem previsão para chegar. Na área privada também testes estão esgotados”.

O foco do mosquito nas casas habitadas é o mais frequente, faz um alerta Danusa.

”Ao contrário do que muito tem se falado sobre casas e terrenos abandonados estamos encontrando focos nas residências, lembrando que qualquer pocinha de água é ideal para reprodução do mosquito.

 

Danusa disse que “muito se fala de piscinas esverdeadas ou casas fechadas, mas o maior problema mesmo tem sido nas casas onde as pessoas estão no local, moram e vivem e não atentam para a reprodução e habitat do mosquito”.

 

A Vigilância em Saúde realiza um trabalho, exigido pelo Governo federal chamado ADL - análise de densidade larvária. Na semana passada esse trabalho coletou 11 amostras de criadouro com larvas. Fato que chamou a atenção das equipes, pois a coleta foi feita em um mês que não choveu e em residências onde as pessoas estão dentro das casas.

 “A conclusão desse trabalho nos leva ao triste fato de que as pessoas não estão cuidando da própria residência em relação à dengue”,concluiu a chefe da Vigilância em Saúde.

 

Com relação ao temor das pessoas em piscinas com águas esverdeadas, Danusa disse que o fato da água da piscina apresentar essa coloração não significa que ela não esteja com cloro. E o cloro, explica, “impede a criação da larva do mosquito”.

Além disso a maioria das denúncias que chegam ao setor da Vigilância em Saúde são infundadas pois a maioria é com relação a mato alto, que por si só, não é um local para criadouro do mosquito. “O lixo jogado nesse mato sim”, prossegue, “pode conter água parada e servir de criadouro para o mosquito”.

Quando a fiscalização chega na residência e encontra a larva do mosquito da dengue, o morador recebe uma notificação, estipulando um prazo para a limpeza. Caso ele não realize esse trabalho dentro do prazo, o morador será autuado, seguindo ainda todos os ritos processuais regidas pelo Código Sanitário Estadual, informa Danusa Piacenço.

 

A Chefe da Vigilância também falou sobre a nebulização esclarecendo que esse procedimento ajuda sim, com um efeito imediato matando mosquitos, mas por si só não elimina os criadouros a mesma tem um efeito imediato matando os mosquitos adultos, “mas não elimina o criadouro, ou seja,o foco de tudo”.

 Ela afirma que não dá para pensar em combate à dengue sem a eliminação total dos criadouros, e a população é peça fundamental nesse processo.

“O criadouro está em nossas casas, nossos quintais. Se cada um não fizer a sua parte, de nada vai adiantar denunciar o vizinho, e não limpar o nosso próprio quintal. O melhor veneno contra o mosquito, é a união entre a força de vontade e a perseverança de todos, para eliminar o foco transmissor”.

Ela conclui ressaltando que “o trabalho da população é fundamental para evitar que  novos casos cheguem, gerando um ciclo que não acaba”.