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UM ARTISTA CHAMADO ALFAIATE

Postado à, 16 dias atrás | 3 minutos de leitura

UM ARTISTA CHAMADO ALFAIATE
Os amigos de infância Paula Gonzalez e Adriano Salles prestam homenagem aos profissionais.
 
No dia 6 de Setembro comemorou-se o dia do Alfaiate.
Estamos certos de que a profissão está quase extinta devido à modernização do mercado da moda, mas todavia esses profissionais marcaram época. Vende-se vários objetos. Veja as opções.
Piraju não foge à regra. Grandes e inesquecíveis alfaiates tiveram seus nomes  reconhecidos, confeccionando  ternos impecáveis para seus clientes. Por isso hoje ainda  se fala de algumas confecções mais caprichadas, "com corte de alfaiataria".
Paula Gonzalez recorda de seu avô Euclides do Val (Doca) pai de Vera do Val. "Grandes profissionais da área da moda , têm o apoio dos alfaiates até hoje". 
Seu Euclides teve sua alfaiataria na rua 13 de Maio e bem no começo da carreira na casa onde hoje está instalada a Escola São Cristovão. Talvez década de 40 no século XXI.
Já o professor Adriano Salles e seu irmão Netto Salles,acompanharam muito de perto a performance de seu pai, Edgar de Salles ( O Bodinho do Banco do Brasil).
"Quando tinham os bailes de gala no 9 de Julho o corredor de casa virava uma passarela ", revela Adriano, pois muitos ternos eram feitos por Edgar onde seus clientes iam ao clube.
A ideia de Paula e Adriano foi somente homenagear esses artistas da moda. Em Piraju podemos citar:  o Paladino, Ivo Oliveira, Ario Vieira, Clóvis Lopes, Walter Khun (seu Vi), seu Moacir, seu Abel , seu Bolívar e Joaquim Pereira (pescador).
"Mãos seguras tanto que as tesouras deslizam entre os dedos o giz marca o tecido para o corte certeiro e as unhas passam pelo tecido a fim de analisar o material ", relembram os dois filho e neta de alfaiates. 
Paladino foi um dos alfaiates mais requisitados da sua época, lembra um de seus parentes na cidade e acabou fazendo também fama em SP, na década de 40/50.
"Tem muitas pessoas elegantes por aí. Antes de sentar-se a uma mesa de amigos, recorde -se de que você estará a vontade pelas companhias, pelo clima agradável e por uma linda roupa confeccionada por seu amigo alfaiate", declara Adriano. Isto nos leva a valorizar aqueles que apesar das mudanças permanecem fiéis ao ofício.
Na verdade num tempos de tecidos e confecções em que se vê uma banalização da moda e uma desvalorização e exploração de mão de obra com produção em série, é um momento bem propício para relembrar os mestres do passado.
Que eles possam estar na memória daqueles que desfrutaram de suas criações e inspiração.