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Supermercado é prejudicado por anúncio de desligamento da CPFL que não aconteceu

Postado à, 16 dias atrás | 6 minutos de leitura

Supermercado é prejudicado por anúncio de desligamento da CPFL que não aconteceu
Por conta de um desligamento programado e suspenso de última hora um supermercado da cidade, o Garrote acabou dispensando funcionários e teve prejuízo de vendas no dia 6 de setembro. O que ocorreu, segundo um dos proprietários é que dia 22 de agosto a empresa fez um comunicado que faria um desligamento programado de energia dia 6 de setembro de entre 11h40 até 17h40. Isso seria na área do mercado que também seria atingido.
Ao receberem o comunicado o proprietário entrou em contato com a empresa por 3 vezes, através da ouvidoria e também conversando com funcionários da empresa para alteração da data programada, já que seria uma véspera de feriado.
Segundo o comerciante “isso porque essa data afetaria bastante o mercado já que além da véspera de feriado também é começo de mês, assim solicitamos que fosse adiado porque afetaria todos os comércios na nossa área não apenas o mercado o que eles disseram de imediato que não seria possível”.
Ele relata que todas as solicitações que fizeram foram negadas prontamente pela empresa.”Não tiveram a mínima boa vontade de remarcar para outro dia nem horário, num momento que não afetasse o comércio naquela região que tem também um agência bancária importante a Caixa Econômica Federal, que também fechou sem necessidade”.
Diante da negativa da CPFL Santa Cruz o comerciante pensou até em alugar um gerador “para não deixar a clientela na mão em véspera de feriado” e começou a se preparar para o período de desligamento.O aluguel do gerador ficou inviável pelo alto custo e ai se organizaram avisando clientes e fechando a loja no dia 6 de setembro a partir das 11 horas aproximadamente.
“Tivemos uma situação constrangedora, tendo que pedir a clientes que saissem e não podendo permitir a entrada de outros porque estaríamos sem energia para  atendimento e caixas”.
O supermercado dispensou os funcionários. Mas como estava chovendo o proprietário pensou na possibilidade do desligamento ser suspenso e foi pessoalmente até o local onde estavam sendo feitos os serviços da empresa CPFL para confirmar mais uma vez que não haveria adiamento.
“Os funcionários foram taxativos informando que a obra aconteceria ali de qualquer forma, me disseram. Apesar do temporal informaram ainda que a obra já fora iniciada e que energia já teria sido desligada”.
“Após tudo fechado, eu retornei ao mercado algum tempo depois e percebi que a energia estava funcionando, que não havia desligamento. Ao perceber isso voltei até a obra e questionei os funcionários porque a enregia não fora ainda desligada e para minha surpresa fui informado que os lugares que deveria ter ocorrido um engano por parte da empresa porque os lugares que teriam que ter a energia suspensa já estavam desligados”.
O comerciante prossegue mostrando indignação: “ou seja nós fechamos nosso estabelecimento em véspera de feriado, passamos por vários aborrecimentos em relação à clientela a à situação desconfortável e de pouca compreensão da empresa,dispensamos nossos funcionários, tudo isso entendo por conta de uma falha gravissíma de uma empresa que não teve o mínimo respeito por nós como comerciantes e geradores de empregos, e nem com nossos clientes
A Folha apurou que os trabalhos da empresa na região foram numa esquina (Carlos de Campos/com a Francisca Leonel) onde colocaram um poste a mais e ao que parece seria a troca de fiação de alta tensão em uma obra que precisava de distanciamento de fios porque em breve será rebocada e trata-se de um prédio de dois andares. Informações da reportagem dão conta de que nesse dia específico (embora seja um serviço pago) a empresa acabou não mexendo com alta tensão. A redação da Folha de Piraju (Carlos de Campos 177/salas 1 e 2) ficou sem energia até as 19h30 da noite nesse dia (o aviso era também até 17h30). Quando se perguntava aos funcionários nenhum deles respondia corretamente. Houve confusão também na interdição de ruas próximas onde colocaram cones que não permitiam nem que moradores tivessem acesso às suas casas e o banco, Caixa Econômica Federal também não teve a suspensão de energia programada.