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Surto de COVID no Reviver em Sarutaiá fez 8 óbitos e dezenas de infectados

Postado à, 1779 dias atrás | 8 minutos de leitura

Surto de COVID no Reviver em Sarutaiá fez 8 óbitos e  dezenas de infectados
As fotos são das imagens de Cristiano Amorim
 
Um surto de COVID-19 no abrigo de idosos da Fundação Reviver, no município de Sarutaiá (SP) despontou esta semana e segundo o Departamento de Saúde e foram registradas oito mortes ao longo da semana e pelo menos 43 casos positivos. 
Essas mortes significam 50% das mortes registradas pela COVID na cidade que tem 3.630 habitantes. Segundo a prefeitura, a totalidade dos idosos e dos funcionários teriam recebido as duas doses da CoronaVac e AstraZeneca. 
Em função disso a cidade de Sarutaiá chegou  a 104 casos confirmados e em isolamento domiciliar, e tem ainda 4 pacientes internados no Hospital de Piraju conforme o último boletim, além de 1 pessoa internada em UTI de Assis e com esses óbitos do asilo  rapidamente o município chegou a 16 óbitos positivos. 
No momento 81 pessoas na cidade estão aguardando resultado, entre elas funcionários da entidade foram testados novamente. Há 522 casos confirmados desde o início da pandemia e 397 recuperados.
A Prefeitura de Sarutaiá publicou decreto com novas restrições ao setor do comércio, serviços e até a estabelecimentos essenciais assim como fez o município de Piraju que é a referência hospitalar para Sarutaiá. Tejupá também seguiu publicando decreto e os prefeitos das 3 cidades tinham se reunido na segunda-feira (14 de junho) decidindo aporte financeiro ao Hospital de Beneficência. Piraju garantiu o fornecimento de oxigênio para os próximos três meses e os dois municípios R$ 50 mil cada. No momento há no Hospital, que trabalha com 128% de sua capacidade (mas já chegou a mais de 150%) 5 pacientes de Piraju, 4 de Sarutaiá e 5 de Tejupá.
A diretora de Saúde do município de Sarutaiá, Nani Mattos, os casos no Reviver começaram a ser apontados dia 4 de junho e ficamos monitorando, mas tudo segundo verificamos foi feito respeitando protocolos e foram isolados os casos positivos. Ela disse ao jornalista Cristiano Amorim acreditar "que alguém assintomático acabou transmitindo aos demais. esse vírus é muito perigoso". 
Não há como precisar como surgiu a contaminação, pois além dos funcionários que trabalham no local, há também idosos que viajavam para atendimento médico em outras cidades. A prefeitura informou que a Unidade do Reviver contava com 58 internos antes das mortes.
Atualmente, o município informou que há 43 idosos diagnosticados com coronavírus, além de oito funcionários. Apenas sete idosos do abrigo testaram negativo para a doença.
As 8 mortes registradas foram segundo o G1 Itapetininga
segunda-feira (14): homem de 79 anos;
terça-feira (15): mulher de 101 anos;
quarta-feira (16): três homens, com idades de 82, 89 e 98 anos;
sexta-feira (18): homem de 71 anos e mulher de 96 anos.
No abrigo do Reviver há ainda mais de 40 casos positivos.Apenas 7 idosos testaram negativo.
O Departamento da Saúde informou que todos os idosos e funcionários receberam, no início do ano, as duas doses da vacina contra o coronavírus, sendo que alguns tomaram CoronaVac e outros, AstraZeneca.
Na quinta-feira (17), informou o G1, a Vigilância Sanitária de Botucatu, Avaré e Sarutaiá teriam em conjunto fiscalizado o abrigo e não teriam sido constatadas irregularidades no local. A prefeitura local afirma que todos os protocolos de segurança contra a Covid-19 foram tomados desde o apontamento dos primeiros casos.
Em nota, a prefeitura de Sarutaiá informou ainda que “está oferecendo todo suporte da saúde para a unidade e realizando todo monitoramento para evitar o aumento de casos”.
O Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) de Botucatu, responsável pela cidade de Sarutaiá, disse que foi notificado sobre o surto e está à disposição do município para eventuais orientações.
A  Anvisa informou ao G1 que não pode se manifestar sobre o caso da reportagem por não ter acesso aos dados. No entanto, reforçou que para os “óbitos supostamente ocorridos em pessoas vacinadas, é necessária uma investigação específica sobre as relações causais entre o óbito e outros fatores internos ou mesmo relativos a cada indivíduo”.
De acordo ainda com a reportagem do G1, a ANVISA informou que a eficácia da vacina atinge seu efeito máximo cerca de 14 dias após a segunda dose, “sendo imprescindível manter as medidas não farmacológicas após a vacinação”. 
E a declaração da coordenadora da linha de frente do COVID 19 do Hospital de Piraju em entrevista numa emissora da cidade de Piraju é confirmada pela ANVISA:”nenhuma vacina é 100% eficaz”.
A Anvisa também informou o G1 que “a vacinação é uma medida de controle coletivo e apenas a imunização de um grande número de pessoas é capaz de minimizar os riscos de transmissão e disseminação da doença”.
 
O Instituto Butantan disse ao G1 que “é prematura e temerária qualquer afirmação sobre hospitalizações ou óbito pela Covid-19 de pessoas vacinadas contra a doença, uma vez que cada caso, individualmente, deve passar obrigatoriamente pelo processo de investigação, que não considera apenas a imunização de forma isolada, e sim o conjunto de aspectos clínicos, como comorbidades e outros fatores não relacionados à vacinação”.
 
A TV TEM  assim como o jornalista Cristiano Amorim tentaram entrar em contato com a Fundação Reviver, mas não obtiveram retorno. A emissora também tentou contato com o Ministério da Saúde, mas até a publicação do material sobre o caso também não havia obtido retorno.
 
Veja a reportagem do Minuto do Amorim sobre o caso clicando no link
 
O jornalista Cristiano Amorim
 
Instalações do Reviver Sarutaiá.  Os idosos não são da cidade, mas de localidades diversas.
Nani Mattos: talvez alguém assintomático tenha contaminado alguém 
e ai o virus se disseminou. Há idosos que fazem hemodiálise em outras cidades

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