Um treinador de futebol foi preso na terça-feira (2), em Araçatuba, durante uma investigação da Polícia Civil que apura a obtenção e o armazenamento de imagens íntimas de adolescentes.
Segundo a investigação, o suspeito utilizava redes sociais para entrar em contato com jovens do sexo masculino. Aproveitando-se da condição de treinador, ele alegava a necessidade de realizar avaliações físicas antes do início das atividades esportivas e, com esse argumento, solicitava fotografias íntimas das vítimas.
A Polícia Civil informou que o investigado também utilizava mecanismos para conquistar a confiança dos adolescentes, incluindo referências religiosas e a alegação de que teria atuado como policial, buscando transmitir credibilidade durante as conversas.
Materiais apreendidos pela Polícia Civil em casa de treinador de futebol acusado de armazenar conteúdo sexual infantojuvenil em Araçatuba (SP). — Foto: Polícia Civil
As investigações tiveram início após a identificação de duas vítimas no município de Gabriel Monteiro. Com autorização da Justiça, policiais civis cumpriram mandado de prisão e de busca na residência do suspeito, em Araçatuba.
Durante a operação foram apreendidos aparelhos celulares, um pendrive, uma réplica de arma de fogo do tipo airsoft, duas cápsulas de munição e documentos de identidade de adolescentes.
De acordo com a Polícia Civil, a análise preliminar dos equipamentos eletrônicos confirmou a existência de fotografias e vídeos de conteúdo sexual envolvendo adolescentes do sexo masculino armazenados nos dispositivos.
Os investigadores também informaram que uma conta utilizada pelo suspeito em rede social havia sido desativada pela própria plataforma por descumprimento de regras relacionadas à exploração sexual infantil.
O treinador foi preso e permaneceu à disposição da Justiça. A Polícia Civil prossegue com as investigações para identificar possíveis novas vítimas e apurar a extensão do material encontrado.
???? Fonte: g1 Rio Preto e Araçatuba
Conta desabilitada de treinador de futebol por violação aos padrões da plataforma relativos à exploração sexual infantil. — Foto: Polícia Civil