“Saúde na veia”: Carlinhos Pneus relata pressão no caixa e pede atenção aos pequenos municípios
Postado à, 0 dias atrás | 4 minutos de leitura
Durante a audiência pública do Orçamento do Estado de São Paulo para 2027, realizada em Manduri, o prefeito de Piraju, Carlinhos Pneus, levou à tribuna um relato direto sobre a realidade financeira dos municípios de pequeno porte, com ênfase na área da Saúde.
Logo no início, apontou a prioridade: “O que na realidade as cidades pequenas, os municípios pequenos necessitam, e necessitam com muita urgência, é na questão da saúde.”
Ao lembrar a audiência anterior da comissão da ALESP ano passado, o prefeito citou um episódio envolvendo recursos destinados a Piraju. “Ano passado vocês fizeram uma reunião da Comissão do Orçamento, na qual o Piraju foi contemplado com um tomógrafo, depois, sem querer acho que houve um erro de emissão, alguma coisa, e veio para custeio da saúde.”
Na sequência, destacou o impacto do recurso: “Aquela foi o dedo de Deus, vocês nos salvaram no final do ano, com uma emenda de quase 1 milhão.”
Segundo o chefe do Executivo, o valor permitiu manter serviços essenciais: “O que aquilo reverteu de remédio, de insulina, de oxigênio ! ”
Carlinhos Pneus descreveu o cenário enfrentado pelas prefeituras ao longo do ano. “As prefeituras quando chegam no final de ano, tá aqui ó, não tem mais onde respirar.”
Ele explicou que a arrecadação se concentra nos primeiros meses: “A gente vive até junho, julho, entrada de IPVA, entrada de IPTU, a gente consegue, porque a gente não tem de onde vir mais.”
E apontou a dependência de repasses: “Aí tem que vir através das emendas e das ajudas, porque senão a gente não consegue chegar.”
O prefeito também abordou a situação de famílias que dependem de laudos para atendimento de crianças com TEA. “Mães hoje não tem oitocentos, mil, mil e quinhentos reais para chegar no lugar, pagar, laudar o filho.”
Ele explicou o impacto direto no atendimento: “Porque aí você, da prefeitura, você consegue colocar lá a professora e uma pessoa para assistente do governo, o Estado paga, e se não tiver o laudo, não paga.”
Ao comparar a realidade dos municípios, fez uma analogia: “Cidade grande, ela sobrevive sozinha, isso é a mesma história do rico e do pobre, o rico manda buscar, o pobre fica esperando alguém olhar e dar.”
E reforçou o pedido de prioridade: “A realidade nossa é crua e nua hoje, no momento que a gente se encontra, é saúde na veia e olhar para os pequenos municípios.”
No encerramento, dirigiu-se aos deputados responsáveis pela elaboração do orçamento: “Eu tenho certeza que vocês não vieram aqui à toa, vocês vieram para ver que realmente nós estamos aqui, nós necessitamos.”
E concluiu: “Que Deus abençoe na hora que você estiver elaborando esse orçamento e lembrem de nós.”