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"Piraju, sua história e sua gente" traz um pouco da história dos espanhóis em Piraju

Postado à, 2152 dias atrás | 6 minutos de leitura

Um Facebook administrado por Antônio Alves da Fonseca traz uma interessante postagem sobre os espanhóis em Piraju. Cita como fonte o jornal Folha de Piraju que completou 55 anos em 2020. Vejam a postagem que reproduzimos nesta página. Com certeza há muitas outras famílias, mas já vale pelo registro preciso.

ESTRANGEIROS EM PIRAJU- 1939 - pesquisa e estudo da Martina Sanchez sobre o meu "Estrangeiros de Piraju".

Fazendo uma pesquisa sobre as origens de familiares que vieram da Espanha como imigrantes no inicio do século XX, achei através da internet, no Jornal ‘Folha de Piraju’, a relação de estrangeiros em Piraju -1939 (compilação do Sr. Antonio Alves da Fonseca).

A extensa relação consta de 1323 verbetes com o nome dos estrangeiros residentes na cidade de Piraju e região em 1939, que, em cumprimento ao Decreto Lei nº341 de 17/03/1938 do então presidente Getúlio Vargas, compareceram à Delegacia de Policia de Piraju - Serviço de Registro de Estrangeiros – para renovar seus registros. O Decreto também regulava a apresentação de documentos dos estrangeiros, a começar pelo passaporte assinado por autoridade da imigração com a devida autorização para trabalhar no Brasil. A Certidão concedida ao imigrante por ocasião dessa apresentação obrigatória continha no verso: - as instruções que deveriam ser cumpridas - como o prazo de 30 dias de permanência após o que, era obrigatória a apresentação à polícia local para o Registro e recebimento da nova Carteira de Estrangeiros; - as multas a serem aplicadas no caso do descumprimento da lei; e outros detalhes - como o do estrangeiro que se destinasse ao trabalho rural, ser expulso do país caso abandonasse a atividade agrícola antes de completar quatro anos após sua entrada no país.

A relação de estrangeiros divulgada obedece a ordem de apresentação iniciada em 12/09/1939.

Cada verbete contém o nome completo do estrangeiro, cidade e país de origem, filiação, data de nascimento, nomes de familiares (cônjuge e filhos), local de residência no país e atividade a que se dedicava (comércio, indústria, serviços, atividades agrícolas, etc.) além do nome do navio-vapor em que viajou, data de chegada e o porto onde desembarcou. Os navios-vapor citados são: - "Manila", "Arno", "Atlântico”, "Mendonza", "Cesare Battis, "Aquitânia", "Hespanha", "Provence", "Francesca Trieste", "La Plata Mar", "Arábia Maru", "Orânia", "Friz", "Zrefeld", etc. - pertencentes a várias bandeiras e que faziam linhas regulares entre portos do mar Mediterrâneo e da América do Sul, com destaque para Brasil e Argentina.

As datas de entrada variam de 1891 a 1937, demonstrando picos de entradas de imigrantes ora italianos, ora espanhóis, ou japoneses, sírios, portugueses, etc. Os portos de entrada eram Santos (SP) e Rio de Janeiro (RJ), com passagem obrigatória pela casa do imigrante, de onde seguiam para seus destinos de trabalho.

Num levantamento geral constatamos que os imigrantes que se dirigiram para a região viviam na cidade de Piraju, e localidades vizinhas (Manduri, Timburi, Fartura, Sarutaiá, Belo Monte atual Tejupá, São Bartolomeu, etc.) ou na área rural em sítios ou fazendas - Araras, Água da Estiva, Lageadinho, Neblina, Bica de Pedra, etc.

Havia no município um predomínio de imigrantes espanhóis (399 pessoas além dos familiares) provenientes de várias cidades como Toledo - Mohedas de La Jara, Granada, Málaga, Múrcia, Valencia, Almeria, etc. Seguiam-se em número os italianos com 350 pessoas além dos familiares, os portugueses aparecem em terceiro lugar em número de 136; seguidos por japoneses (128), sírios (117), lituanos (22), argentinos (21), libaneses (21), alemães (11) e uma variedade de outros imigrantes como: suíços, poloneses, romenos, austríacos, húngaros, russos, argelinos, marroquinos, gregos, holandeses, paraguaios, uruguaios, filipinos, etc.

Em alguns verbetes faltam dados ou há imprecisões nos nomes. Outros contém fotos.Somente os filhos menores eram relacionados, como em nosso caso, eu e meus irmãos constamos do verbete correspondente a nossa mãe.

Verbetes:

253- ESTEVAM SANCHES SORIA, espanhol, natural de Moeda de La Jara; nascido a 15 de agosto de 1905. Casou-se com Agustina Lopes – vide registro 240. Filho de Vicente Sanches Fernandes e de Basilisa Sória Fernandes. Lavrador, proprietário da Fazenda “Água da Estiva”, no município de Piraju. Filhos: vide registro 240. Chegou ao Brasil em 03 de junho de 1911, desembarcando no Rio de Janeiro, do navio “Hespanha”. 29/10/1939.

Verbete 240- AGUSTINA LOPES, espanhola, natural de Moeda de La Jara; nascida a 28 de agosto de 1907. Casou-se com Estevam Sanches Sória, espanhol, nascido a 15/08/1905. Filha de Lauro Lopes e de Augusta(Justa) Moreno. Doméstica, residente na Fazenda “Água da Estiva”, município de Piraju. Filhos: Lauro (nascido em Piraju em 19 de fevereiro de 1933), Mario e Martina, com 6, 5 e 3 anos de idade, respectivamente. Chegou ao Brasil em 18 de abril de 1910, desembarcando em Santos do navio “Francesca Trieste”. 23/10/1939.

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