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PIRAJU PRORROGA USO DE MÁSCARAS EM LOCAIS FECHADOS ATÉ 20 DE JULHO

Postado à, 6 dias atrás | 4 minutos de leitura

PIRAJU PRORROGA USO DE MÁSCARAS EM LOCAIS FECHADOS ATÉ 20 DE JULHO
Neste sábado pela manhã o diretor administrativo da Prefeitura, Paulo Donizetti Sara anunciou à imprensa que foi prorrogado o uso de máscaras em ambientes fechados em Piraju até 20 de julho. Pela resolução anterior a medida terminaria neste domingo 20 de junho, mas o Comitê de Combate ao COVID 19 e o prefeito José Maria Costa decidiram que seria de bom senso aumentar em mais 30 dias a medida diante de várias situações de aumentos de caso da COVID.
 
Há um aumento epidêmico de casos da Covid-19 com o aparecimento das novas variantes e subvariantes da cepa ômicron no mundo e inclusive no Brasil disse à imprensa Margareth Delmanto, pesquisadora do Oswaldo Cruz. Para ela, que deu entrevista a jornais e outras mídias nacionais não é surpreendente que isso esteja ocorrendo porqueessas cepas entram no escape vacinal. "Ou seja, elas contaminam pessoas vacinadas mesmo com três, quatro doses de vacina".
A característica clínica dos casos é quase sempre de menor gravidade. O que prova que a vacina protege contra gravidade evitando internamentos. No entanto a taxa de transmissão é altíssima, por isso o aumento do período da exigência de máscaras em lugares fechados.
Diferente da primeira fase a COVID 19 hoje da maneira como se apresenta tem uma transmissibilidade abrangente. "Por exemplo 100 pessoas contaminam 1000 pessoas. Então, isso faz com que a transmissão da comunidade, considerando que muita gente, digamos, relaxou com as medidas não farmacológicas, sobretudo o uso de máscaras em ambiente fechado - o que eu sou particularmente contra. Eu sempre disse que era para manter o uso de máscara enquanto não houvesse um controle epidêmico mais efetivo e isso foi relaxado muito" disse a pesquisadora, ao jornal Diário de Pernambuco esta semana.
 
Ela prosseguiu na reportagem dizendo: "cada festa, cada recepção e cada manifestação que há, gera muitos casos. Isto é, o que está acontecendo é o que nós temos visto já um relativo aumento de casos hospitalizados e esses casos estão relacionados a pessoas ou não vacinadas - infelizmente ainda existe gente que não está vacinada, o que é uma tristeza, uma coisa de uma negação absolutamente difícil de nós aceitarmos, considerando a eficácia muito já comprovada das vacinadas, sobretudo no Brasil. A tragédia no Brasil teria sido muito maior do que já foi se não tivesse tido uma cobertura vacinal tão alta quanto a despeito de todas as nossas adversidades, nós conseguimos alcançar: de 80% da população vacinada pelo menos com duas doses". 
 
A Dra. Margareth faz um alerta para esse momento: "eu considero absolutamente crucial que as pessoas retomem as medidas não farmacológicas, isto é, lavagem das mãos, considerando que essa cepa contamina também pelo toque, pelos objetos contaminados com aerossol, perdigotos, esse tipo de contaminação e em ambientes fechados usar máscara o tempo todo, máscara de boa qualidade".
E fala da importância "dos órgãos de imprensa, que têm se comportado de maneira tão aliada à ciência no Brasil, mantenham esse alerta ainda neste momento permanentemente. As próximas semanas não serão fáceis e todo mundo deve manter o uso de máscaras nas próximas duas a três, quatro semanas no Brasil inteiro, em todas as áreas onde haja contato com pessoas e celebrações, ambientes de trabalho etc."