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Justiça de Piraju condena policiais presos na operação Cama de Gato

Postado à, 211 dias atrás | 3 minutos de leitura

Justiça de Piraju condena policiais presos na operação Cama de Gato
Policiais investigados na Operação Cama de Gato estão entre condenados a pedido do GAECO
 
Justiça sentenciou sete pessoas a mais de 260 anos de prisão
 
O Poder Judiciário em Piraju condenou, nesta quarta-feira (1º/10), cinco homens e duas mulheres denunciados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) no âmbito da Operação Cama de Gato. 
Somadas, as penas impostas ultrapassam os 260 anos de prisão por delitos como organização criminosa, tráfico de drogas e coação no curso do processo. Os dois policiais de Piraju (um deles vereador à época dos fatos) foram condenados a penas que ultrapassam 50 anos.
 
Todos os réus tiveram suas prisões preventivas mantidas e deverão pagar solidariamente o valor de R$ 500 mil a título de indenização por danos morais coletivos. Também a pedido do Ministério Público, a Justiça decretou a perda dos cargos de policiais civis ocupados por três dos homens. Eles não poderão exercer outro cargo ou função pública por oito anos. Ao condenar os acusados, a 2ª Vara de Piraju decretou ainda o perdimento de dois veículos de alto padrão e de quase R$ 100 mil apreendidos com os condenados. 
 
A investigação apontou que policiais civis lotados na Comarca de Piraju se organizaram com o objetivo de subtrair drogas de traficantes, inclusive vinculados a facções criminosas. Eles chegavam a simular prisões que, na realidade, não aconteciam. Nesses casos, os policiais forjavam situações de abordagem única e exclusivamente para dar aos traficantes a chance de fugir e, assim, poderem se apropriar das substâncias entorpecentes. 
 
Já na posse das substâncias ilícitas e em conluio com outros policiais, os investigados providenciavam a remessa da droga com destino a comunidades no Rio de Janeiro, sendo que os pagamentos decorrentes do tráfico eram feitos por laranjas.
 
Além de policiais civis, egressos do sistema prisional também integravam a organização criminosa, facilitando a troca de informações e atraindo traficantes responsáveis pela remessa de grandes quantidades de entorpecentes que seriam posteriormente subtraídos. 
 
Conforme o apurado, um participante do esquema tinha habilitação para pilotar helicóptero, viabilizando até mesmo o transporte aéreo e interestadual da droga.
 
FONTE MP/SP

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