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Intolerância e preconceito se transformam em agressividade e violência no dia a dia (Jornal da USP)

Postado à, 19 dias atrás | 4 minutos de leitura

Intolerância e preconceito se transformam em agressividade e violência no dia a dia (Jornal da USP)

 

Especialistas da USP entendem que a violência estrutural e seus preconceitos devem ser combatidos através da educação, nas escolas, para que a igualdade seja essencial para todos
 
A violência estrutural tem aumentado de forma significativa. São histórias que nos causam indignação e mal-estar. O ódio, o julgamento, a grosseria têm vindo à tona com muita facilidade. Mas o que dá direito ao outro de ofender, agir agressivamente e de cometer atos violentos contra o próximo?
 
Com certeza, em algum momento você já chegou a se questionar: o que está acontecendo com o ser humano? Cada vez mais observamos cenas que chocam, constrangem, nos deixam sem palavras. Intolerância, ódio, raiva, estupidez, nunca antes tivemos que conviver com pessoas com os nervos  à flor da pele da forma como isso tem ocorrido nos últimos tempos. 
 
É o negro que sofre discriminação no prédio onde mora, por parte de um morador, ou a doméstica que é agredida enquanto lava a calçada com uma mangueira, ou a jovem que apanha dentro de uma academia.
 
Igualdade na sociedade
O psicanalista Christian Dunker, professor do Instituto de Psicologia da USP, entende que o aumento da igualdade na sociedade é o  que causa parte dessas reações. Esses atos são o progresso da democracia.  Houve um empobrecimento da alma, que fez com que a agressividade se transformasse em violência, deixando as pessoas mais intolerantes. O aumento da violência  está cada vez mais presente no cotidiano das pessoas: é a violência social e muitas vezes a violência estrutural.
Christian Ingo Lenz Dunker – Foto: Reprodução via Facebook
Renato Janine Ribeiro – Foto: Wikimedia Commons
Pessoas que pregam o ódio a desconhecidos, tornando esse um método cotidiano e, o pior de tudo,  parecendo ser natural. 
 
Dunker avalia que a violência social  chegou a um grau tão avançado que o sofrimento do outro não causa mais a compaixão, ou seja, se deseja a “morte” como merecimento de seus atos. É a violência aplicada no último estágio de destruição. 
 
O filósofo Renato Janine Ribeiro,  professor de Ética e Filosofia Política do Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, entende  que é um fim de contenção, sem limites.  Janine também concorda que a  desigualdade social está relacionada com a violência e diz que a violência estrutural e seus preconceitos devem ser combatidos através da educação, nas escolas, explicando a igualdade desde a creche, para que a igualdade seja essencial para todos.  
 
Jornal da USP no Ar 
Jornal da USP no Ar é uma parceria da Rádio USP com a Escola Politécnica e o Instituto de Estudos Avançados. No ar, pela Rede USP de Rádio, de segunda a sexta-feira: 1ª edição das 7h30 às 9h, com apresentação de Roxane Ré, e demais edições às 14h, 15h e às 16h45. Em Ribeirão Preto, a edição regional vai ao ar das 12 às 12h30, com apresentação de Mel Vieira e Ferraz Junior. Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo do Jornal da USP no celular.