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A mais recente repressão de Putin à dissidência e a informações

Postado à, 13 dias atrás | 7 minutos de leitura

A mais recente repressão de Putin à dissidência e a informações
capa- Gráfico de punho gigante segurando homem com as mãos para cima; bandeira russa no punho de uma manga de camisa e reconhecimento facial mostrado em homem (Gráfico: Depto. de Estado/M. Gregory. Imagem: © rudall30/Shutterstock.com)(Depto. de Estado/M. Gregory)
 
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Os russos que se atrevem a falar publicamente contra a guerra na Ucrânia enfrentam longas penas de prisão.
 
Alexei Gorinov, vereador em Moscou, recebeu uma sentença de sete anos de prisão em 8 de julho por “divulgar informações falsas” sobre os militares russos. Seu crime? Gorinov pediu “o fim da guerra e a retirada de tropas russas do território da Ucrânia” durante uma reunião da Câmara dos Vereadores em março, informou o New York Times.
 
Gorinov foi a primeira pessoa a receber uma longa sentença de prisão nos termos de uma nova lei que a Rússia promulgou após sua invasão em larga escala da Ucrânia, tornando crime criticar a guerra ou as forças militares russas.
 
Cidadãos comuns que expressam oposição podem sofrer o mesmo destino. Alexandra Skochilenko, musicista em São Petersburgo, está na prisão enfrentando uma sentença de dez anos por colar adesivos contendo mensagens antiguerra* em produtos de um supermercado.
 
Autoridades prenderam Alexandra por “espalhar desinformação” sobre os militares russos, informou o Washington Post. Um tribunal ordenou que ela passasse por uma avaliação psiquiátrica.
Foto de tela de vídeo mostrando mulher atrás das grades (© Serviço de Imprensa Conjunto dos Tribunais de São Petersburgo/AP Images)
Alexandra Skochilenko aparece em 17 de maio em uma tela montada pelo Tribunal da Cidade de São Petersburgo. Ela foi presa por colocar pequenos slogans antiguerra em produtos de supermercado (© Serviço de Imprensa Conjunto dos Tribunais de São Petersburgo/AP Images)
O Kremlin fechou a porta à mídia independente e à dissidência política.
 
Duas leis que Vladimir Putin sancionou em março permitem ainda que o governo reprima a liberdade de expressão. As leis tornam as reportagens factuais sobre a guerra e os protestos antiguerra puníveis com até 15 anos de prisão.
 
O governo detém indivíduos que se opõem publicamente à guerra e censura fontes on-line que fornecem informações imparciais.
 
O Kremlin está exigindo que a Wikipedia, a enciclopédia on-line gratuita, remova entradas* relacionadas à invasão da Ucrânia pela Rússia. A Wikipedia está resistindo. O site argumenta que as pessoas têm o direito de conhecer os fatos.
 
A entrada da Wikipedia para a “invasão russa da Ucrânia em 2022” começa dizendo: “Em 24 de fevereiro de 2022, a Rússia invadiu a Ucrânia em uma grande escalada da Guerra Russo-Ucraniana que começou em 2014”. A entrada observa que a invasão criou a maior crise de refugiados da Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
 
Um tribunal em Moscou multou a Wikipedia em US$ 88 mil por se recusar a remover as informações e outras postagens sobre atrocidades e possíveis crimes de guerra na Ucrânia, incluindo o assassinato de civis em Bucha. O governo russo acusa o site de “espalhar desinformação” e de não excluir informações proibidas. A Wikipedia está recorrendo da multa.
Homem segurando cartaz (© Alexander Zemlianichenko/AP Images)
Sergei Besov, artista gráfico baseado em Moscou, corre o risco de ser preso por protestar contra a guerra. Acima, ele segura um cartaz que diz “todo mundo precisa de paz” em seu workshop em Moscou em 5 de julho (© Alexander Zemlianichenko/AP Images)
Konstantin Gamershmidt, estudante universitário em Tyumen, postou uma mensagem de “não à guerra” em uma plataforma de mídia social russa e gravou vídeos no YouTube apoiando a Ucrânia. Funcionários do Ministério do Interior o chamaram para um interrogatório* e foram até sua casa. Ele foi multado em US$ 1.200 por suas ações, informou a Rádio Europa Livre/Rádio Liberdade (RFE/RL, na sigla em inglês).
 
E pode ficar pior. Legisladores apresentaram um projeto de lei que deve impor* restrições adicionais a manifestações perto de prédios oficiais, infraestrutura vital, universidades, hospitais e locais religiosos e de peregrinação. Também proíbe protestos de grupos ou indivíduos rotulados como “agentes estrangeiros”.
 
O projeto de lei, que altera uma lei existente sobre aglomeração de pessoas, segue vários protestos realizados em Moscou e outras cidades contra a invasão da Ucrânia.
Pessoas andando em ponte em que há uma sucessão de bandeiras (© Sefa Karacan/Agência Anadolu/Getty Images)
Pessoas caminham ao longo da Ponte da Crimeia (Krymsky) em 11 de junho, em que há uma sucessão de bandeiras para marcar o Dia da Rússia (© Sefa Karacan/Agência Anadolu/Getty Images)
A Rússia também utiliza tecnologia de vigilância a fim de reprimir a dissidência política e deter ativistas.
 
A polícia de Moscou deteve dezenas de jornalistas e ativistas usando software de reconhecimento facial* no metrô da cidade para identificá-los, informou a RFE/RL.
 
Eles foram detidos em 12 de junho, que celebra a declaração de soberania do Estado da Rússia em 1990. Jornalistas disseram que a polícia disse que eles foram presos na condição de “potenciais manifestantes” no Dia da Rússia.
 
* site em inglês