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12 de junho foi o Dia Nacional de Conscientização da Cardiopatia Congênita

Postado à, 11 dias atrás | 3 minutos de leitura

12 de junho foi o Dia Nacional de Conscientização da Cardiopatia Congênita
Mitos e verdades sobre a vida de crianças com cardiopatia congênita
 
Diagnóstico precoce e acompanhamento médico de qualidade evitam sequelas e promovem qualidade de vida a longo prazo
Para cada mil crianças nascidas no Brasil, existem 10 casos de cardiopatia congênita. Ao todo, são cerca de 29 mil crianças por ano, e o tratamento deve começar ainda no útero da mãe, quando as primeiras anormalidades podem ser vistas por meio do ecocardiograma.
 
Mitos e verdades
 
 A criança cardiopata pode frequentar a escola?
“Estimular o desenvolvimento social e intelectual faz parte da atenção à saúde de qualquer criança! Claro que teremos que ter cuidados com ferida operatória no retorno de uma cirurgia, como evitar impactos na região da cirurgia, mas poder ter sua rotina de volta ao normal também garante uma recuperação saudável”, explica a Dra. Montalván.
 
Como será a vida adulta?
Para a especialista, o importante é que o tratamento foque no desenvolvimento pleno da vida dos pequenos, para que a fase adulta seja vivida com autonomia. “Com o acompanhamento cardiológico periódico e cuidados persistentes, podemos ver adultos cursando diversas faculdades, sendo pais e mães, dirigindo e participando de esportes competitivos”.
 
O único tratamento da cardiopatia é a cirurgia?
A multiplicidade de cardiopatias também reflete em tratamentos específicos para cada caso. “Podemos propiciar, além da cirurgia, procedimentos por meio de intervenções percutâneas, com o uso de cateteres que chegam ao coração e fecham defeitos, ou avaliam a estrutura do órgão”, explica a cardiopediatra.
 
E os chamados “buracos” no coração da criança? Eles desaparecem com o crescimento?
Durante o pré-natal, o ultrassom pode detectar pequenos buracos no coração da criança, que podem ou não se tornar problemáticos de acordo com cada caso. Para a Dra. Montalván, só o tratamento focado em cada criança poderá determinar o tratamento. “Há buraquinhos no coração que fecham espontaneamente durante a primeira infância; o acompanhamento constante ajuda o cardiopediatra a avaliar a necessidade ou não de intervenção”.
 
Minha criança cardiopata passou por uma cirurgia. Ela precisará de acompanhamento médico por toda a vida? 
“Ela precisará ser acompanhada por um médico que conheça seu histórico, além de dividir esses cuidados com um especialista em cardiopatia congênita na vida adulta”, explica a médica.