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Covid-19: Cientistas ingleses se animam com medicamento simples que poderá reduzir a mortalidade

Postado à, 126 dias atrás | 5 minutos de leitura

Covid-19: Cientistas ingleses se animam com medicamento simples que poderá reduzir a mortalidade

O jornal O Estado de SP publicou reportagem com base em agências internacionais que cientistas  ingleses anunciaram nesta terça-feira, 16, “que a aplicação de um corticoide barato conhecido como dexametasona em pacientes internados com covid-19 foi capaz de reduzir as taxas de mortalidade em cerca de um terço entre os casos mais graves de infecção”, submetidos à ventilação. Entretando, segue a reportagem “ não houve ganho em pacientes que não precisam de ajuda para respirar”.

A  dexametasona é  antiinflamatório e imunossupressor usado em doenças reumatológicas (como artrite) e alérgicas (como asma), e segundo o estudo foi aplicada em doses de 6 mg uma vez por dia em 2.104 pacientes no Reino Unido, que fizeram parte de um estudo clínico randômico que recebeu o nome de Recovery. Eles receberam a medicação por dez dias e tiveram seu desempenho comparado com 4.321 pacientes que receberam só os cuidados habituais.

Pesquisadores da Universidade de Oxford divulgaram hoje os resultados para a imprensa afirmando se tratar de um "grande avanço".  Segundo o Estadão os dados, porém, ainda não foram submetidos a avaliação dos pares e não foram publicados em revista científica. Diz a reportagem “os cientistas disseram que, dada a importância desses resultados para a saúde pública, estão trabalhando para publicar todos os detalhes o mais rápido possível”.

O medicamento está sendo avaliado no Brasil pela Coalização Covid Brasil, esforço dos hospitas Sírio Libanês, Albert Einstein, HCor e BricNet para fazer ensaios clínicos com diversas drogas candidatas. No País, a marca mais conhecida do remédio é o Decadron, mas há também versões genéricas. 

Oxford informou que, entre os pacientes que receberam a medicação, houve redução de um terço das mortes dos pacientes ventilados e de um quinto em outros pacientes recebendo apenas oxigênio. Não houve benefício para os pacientes que não necessitaram de suporte respiratório.

Segundo a reportagem já entre os pacientes que receberam os cuidados usuais isoladamente, a mortalidade em 28 dias foi mais alta naqueles que necessitaram de ventilação (41%), intermediária nos pacientes que precisaram apenas de oxigênio (25%) e menor entre aqueles que não necessitaram de intervenção respiratória ( 13%).Com base nesses resultados, os pesquisadores apontam que, com o tratamento, uma morte seria evitada entre cada oito pacientes ventilados ou para cada 25 pacientes que necessitem apenas de oxigênio.

Segue o Estadão que “em nota divulgada no site da universidade, Peter Horby, professor de doenças infecciosas emergentes do Departamento de Medicina de Nuffield, da universidade, e um dos principais autores do trabalho, disse que a dexametasona é a primeira droga a mostrar que foi capaz de melhorar a sobrevida de pacientes com covid-19”.

Ele disse : "Este é um resultado extremamente bem-vindo. O benefício de sobrevivência é claro e grande nos pacientes que estão doentes o suficiente para necessitarem de tratamento com oxigênio. Portanto, a dexametasona deverua agora se tornar padrão de atendimento nesses pacientes. A dexametasona é barata na prateleira e pode ser usada imediatamente para salvar vidas em todo o mundo", disse. 

Conforme o jornal outro autor do trabalho, Martin Landray, professor de medicina e epidemiologia do Departamento de Saúde da População de Nuffield, afirmou na nota que os resultados preliminares do estudo são claros: "A dexametasona reduz o risco de morte em pacientes com complicações respiratórias grave".

Ele teria afirmado também considerar "fantástico" que um tratamento capaz de reduzir a mortalidade "seja instantaneamente disponível e disponível em todo o mundo".

"Este é um resultado que mostra que, se pacientes que têm covid-19 e estão em ventiladores ou em oxigênio receberem dexametasona, isso salvará vidas e a um custo notavelmente baixo", complementou Landray em coletiva à imprensa online. "Vai ser muito difícil para qualquer medicamento realmente para substituir isso, já que por menos de 50 libras (cerca de R$ 326), você pode tratar oito pacientes e salvar uma vida", disse.